Resenha abaixo contem pequenos spoilers
Título Original: Drinking at the Movies
Páginas: 208
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Nesta inebriante graphic novel autobiográfica, Julia Wertz (criadora da cultuada HQThe Fart Party) documenta o ano em que decidiu ir embora de São Francisco, sua cidade natal, para ganhar as ruas desconhecidas de Nova York. Mas não se engane: esta não é aquela história manjada de redenção da jovem que supera todas as adversidades ou bobagens desse tipo. É um livro pra lá de engraçado – às vezes incisivo, é verdade –, repleto de ilustrações divertidas, de um humor ácido e de muita auto depreciação. De quadrinho em quadrinho, Wertz passa por quatro apartamentos toscos, sete empregos sofríveis, problemas familiares, viagens fracassadas e uma infinidade de garrafas de uísque.
As vezes a vida está tão ruim, que tudo que possar ser feito, só faz piora-la.
Júlia passou toda sua infância em sua cidade natal, São Francisco. Mas chega um certo momento em que a jovem decide se mudar. Mudar de cenário e talvez melhorar de vida.
Como ela estava enganada no inicio.
Nessa HQ, conhecemos um pouco da trajetória da autora. Sua mudança para Nova York, não foi tão agradável, como muitos pensam que a cidade grande pode oferecer.
É claro que a Júlia passou por maus bocados, mas pouco deixou abalar. Com seu humor acido e uma boa garrafa de cerveja na mão, ela foi levando a vida, de um emprego de merda à outro emprego de merda.
A história dela chega a ser comum, como a de qualquer cidadão americano. Mas foram os pequenos detalhes, que fez a diferença nessa história. Sua clara intenção de não embelezar sua vida foi o ponto forte. Ela poderia desenhar a si mesma mais bonitinha, poderia colocar mais alegria na sua miserável estadia. Mas não, a Júlia não fez nada disso. Ela nos mostrou sua verdade nua e crua.
A forma bem direta que a Júlia se descreve é marcante. Seu amor pela sua carteira que ganhou aos 12 anos, sua mochila mulambenta (como sua mãe adorava descrever) e seu sapato furado, fizeram a história ser única e engraçado da forma mais ácida possível.
Eu me diverti com esse tipo de humor.
Os traços são bem feitos, é diferente de outros que vi em leituras anteriores, é bonito sem ser delicado, mas ao final da obra fui surpreendida pelos seus desenhos urbanos que são singulares e não me senti perdida em nenhum momento.
A NEMO está de parabéns, mais uma vez, por nos entregar mais uma incrível HQ de muita qualidade.
Obs.: Prefiro não notificar o livro, pois eu não tenho a capacidade de enumerar de 0 a 10 o quão ele pode ser ruim ou não. Prefiro deixar você descobrir. E se por ventura houver erro de português, não deixa de me avisar, sou humano e vou errar! (Essa observação irá em todas as resenhas).

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