quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Os dois mundos de Astrid Jones - A.S. King - Gutenberg - 2015


Resenha abaixo não contem spoilers.
(Leiam os 'P.S.' São importantes)

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Que tal mandar amor para passeiros de aviões? Se o movimento é impossível então como nos movemos? Socrátes é uma pessoa legal de se conversar? (oi?! ele não morreu?), Afinal Mentir para ser feliz é válido? È nesses questionamentos que permeamos sobre a vida de Astrid Jone, ou dos dois mundos dela!


Vou ser sincero tá?! Filosofia não gosto (não suportar é pesado demais!) e parece que meu cérebro trava quando começo a ler filosofia e em menos de 10 linhas já não entendo mais nada, e as palavras começam a voar pelo livro parecendo que estão zonando com minha cara. È onde entra esse livro para me provar pelo menos um pouco do contrário.

Não imaginava de forma nenhuma que ele fosse permeado por filosofia e seus estudos, mas calma ai que o livro não é filosófico - mas tem suas nuances, e isso tornou o livro um pouco mais leve do que ele é no final das contas. Vamos entender. 

Astrid Jones tem uma família que não à apóia de forma nenhuma, com uma mãe completamente controladora, pai “ausente”(maconha) e uma irmã que já foi legal com ela, hoje em dia é somente uma irmã que ignora. Astrid precisa conversar com alguem e seus colegas não tem essa disposição para isso já que ela guarda segredos deles também. E Com todo o amor que há em Astrid ela joga para os passeiros que estão dentro de aeronaves, que é um hobby para ela, toda noite ao deitar na mesa de ping pong no quintal de sua casa. Esse é o primeiro mundo. O segundo é onde ela se liberta disso tudo e pode se sentir livre sem convenções sociais. Mais que isso é spoiler.

Não tó fazendo piada, pois o livro ele vai ganhando uma aura de mistério a cada página  e assumo que no começo do livro estava querendo somente ler as histórias dos passeiros, porém quando você descobre qual é o segundo mundo de Astrid o livro muda de figura e você esquece até que tem avião passando.

Livro em momentos é bem tenso, porém com aparições de Sócrates dando legal e dando risada qualquer história fica legal. Antes de continuar é preciso dizer que o livro trata de homossexualismo e o quão arraigado de preconceito ainda há na sociedade, e seus bulliyng que decorre dessa situação.

Em resumo o livro pode ser descrito como fofo, misterioso, estranho, tenso, pesado (não no sentido de explicito, mas em termos de clima), esforço, libertador e final compatível. Devo enfatizar que senti a aura de Sr. David Levithan(Todo dia - QUEM SABE UMA RESENHAAAAAAA???? Meu top 5 da minha vida!, Garoto Invisível, Will & Will  (com John Green) e outros) por várias partes do Livro.


Livro bom, não fantástico, pois é livro que faz pensar no nosso comportamento em relação ao outro seja de qualquer tipo, sexual, pessoal, profissional... Bom para jovens que ainda não conhecem sua opção sexual e para aqueles que querem entender um pouco mais em como a sociedade de comporta frente a essa situação.
Obs.: Prefiro não notificar o livro, pois eu não tenho a capacidade de enumerar de 0 a 10 o quão ele pode ser ruim ou não. Prefiro deixar você descobrir. E se por ventura houver erro de português, não deixa de me avisar, sou humano e vou errar! (Essa observação irá em todas as resenhas)
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Um comentário:

  1. O mais legal desse livro é a leveza e o jeito dela sarcástico, de contar uma história que poderia ter um fim trágico.. ou uma história Repleta de Preconceitos. A King..ela soube levar com muita serenidade uma história que teria tudo para cair na mesmice. Sem dúvida..é uma autora que vamos ouvir falar muito no Brasil. Li e gostei muito do livro.

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